Porque enquanto houver amanhã, ainda pode haver uma primeira vez.
Você ainda está aqui.
Você ainda importa.
A vida mudou.
Talvez mais depressa do que você imaginava.
Mudaram as pessoas.
Mudaram os lugares.
Mudou o jeito de conversar, de comprar, de aprender, de trabalhar.
Até o telefone deixou de ser apenas telefone.
E, em algum momento, talvez você tenha olhado para tudo isso e pensado:
“Será que esse mundo ainda tem lugar para mim?”
Tem.
E talvez haja nele muito mais esperando por você do que imagina.
Chegar aos 65 anos não significa chegar ao fim das descobertas.
Talvez você nunca tenha aprendido a usar direito algumas dessas coisas digitais.
Talvez exista um livro que você sempre quis ler.
Uma habilidade que nunca tentou.
Um artesanato que gostaria de aprender.
Uma planta que nunca conseguiu cultivar.
Uma receita.
Uma palavra em outra língua.
Um lugar.
Uma amizade.
Uma pergunta que nunca teve coragem de fazer.
E talvez amanhã aconteça uma coisa absolutamente pequena que nunca aconteceu antes.
Uma primeira vez.
Não é preciso transformar a vida inteira.
Às vezes basta continuar curioso.
Continuar olhando.
Continuar perguntando.
Continuar aprendendo.
Continuar permitindo que alguém novo se aproxime.
A experiência que os anos trouxeram não precisa ocupar o lugar da curiosidade.
As duas podem morar juntas.
